



Estamos em crise. Quando aderimos ao euro, os preços automaticamente passaram para o dobro; a euribor está a tentar escalar o Evereste; as pessoas perdem a casa; o desemprego aumenta; queremos um aeroporto novo, quando já temos um, que vai custar 3 mil milhões de euros, afastar as low cost e dar cabo da TAP; queremos também o TGV; o gasóleo voltou a subir; os biólogos/investigadores não existem (devem ser como os MIB - men in black) e, como tal, também não há direitos nenhuns. Então, lá vou eu morar para um país com condições muito melhores durante 3 anos...
Mas a verdade é que, apesar do negro cenário por cá, eles praticamente não têm feirados, o sol não abunda, não há sardinhadas, não há os meus amigos, não há o meu carro, nem a minha máquina de lavar a loiça!!
Não se pode ter tudo...
Há dias assim. Perfeitos. A alvorada de sábado foi antes das 9, para aproveitar a praia. A água estava óptima, a companhia e o calor também. O trabalho passou o fim de semana sozinho, fechado no laboratório e os problemas, embora com algumas reclamações, ficaram trancados em casa. Na hora de mais calor houve tempo para arrumar e descansar. À tardinha, mais praia. Entrar no carro, os pés com areia, o cabelo salgado, satisfação e serenidade estampadas no rosto. 11º aniversário da Junta de Freguesia de Montenegro. Sardinha assada, salada, pão, tudo oferecido pela organização. Convívio com velhos amigos, novos amigos e gente da "nossa" terra. Concerto. Banho. Sangria de champanhe na esplanada do Varandas, com vista para os telhados da cidade. Concerto de jazz na praia. Às 3 da manhã, o sono dos justos.

